De observador para observado



               

Quando andamos sozinhos por ai, percebemos coisas que na maior parte do tempo não prestamos atenção ou simplesmente não damos importância.

Eu admito que é uma coisa minha esse gosto por passar muito tempo observando o movimento e as pessoas ao meu redor. Eu adoro o fato de como a expressão no rosto delas revela muito de suas vidas e de suas dores. É quase obsessivo observar o trabalho cotidiano que repetidamente fazem enquanto suas mentes divagam por seus problemas, suas alegrias, seus dilemas, seus sonhos, seus medos... E ver o como o tempo (ou a falta dele) dita o humor dos seus dias, bem como as fazem estar sempre apressadas em ir para lugar nenhum.

É uma experiência mais que visual, é sinestésica. Você já esteve em um lugar e de repente sentiu um cheiro que o fez lembrar de uma memória, de uma pessoa da sua infância ou uma sensação? Algo que só você viveu e não consegue explicar a ninguém?

São essas fragilidades e esses devaneios que o ser humano tem que o tornam tão especial. É a capacidade de percepção e vivência profunda de certas experiências que o fazem ser tão complexo.

Às vezes, quando vejo as atrocidades que passam nos jornais, me vem aquela sensação de que tudo está perdido e que não há motivos para ter fé na humanidade. Mas quando eu vejo essas pessoas, essas pessoas simples, que se desgastam todos os dias para sobreviver e para correr atrás de algo que elas não sabem ao certo o que é, algo que elas possam chamar de felicidade que me dão uma ideia do que Deus achou de tão maravilhoso em nós ao ponto de entregar seu único filho em nosso favor.

Mas quem é Deus? Deus é o ser onisciente e criador da criatividade. O quão complexo pode ser isso? Até mesmo a capacidade de escrever um texto como esse veio diretamente dessa super mente não-humana. A possibilidade de publicá-lo em uma rede invisível que está conectada a qualquer computador do mundo também veio dele. A ideia de construir um aparelho capaz de digitar essas palavras, adivinhem só... Ele de novo. A ideia de que a "palavra" ideia significa um pensamento inovador também. A ideia de criar um código cheio de traços e curvas para nos expressar... A ideia de nos expressar para podermos viver em comunidade... A ideia de não estarmos mais sós... e a ideia de voltarmos a estar sós para poder analisar tudo isso novamente! Haha isso me mata de tanto pensar em quanto Ele deve ser brilhante!

A verdade mesmo é que o ser humano está tão preocupado em correr na sua rodinha que muitas vezes acaba por limitar a sua visão de mundo e a sua definição de felicidade. Ele acredita que se trabalhar todos os dias, incansavelmente, um dia poderá desfrutar dos benefícios que conquistou durante a sua longa jornada.

A felicidade não se trata do "ter", mas sim do "ser", do "ver", do "sentir". É a realização pessoal de se viver algo novo ou de se desfrutar do momento presente.

Qual a solução então? Viva o momento presente! Esteja com as pessoas que você ama e aprenda a amar as que você odeia hoje. Se importe com o que realmente importa. Defina suas prioridades, conserve os bons valores, faça do seu trabalho o seu servo e não o contrário. E acima de tudo, saiba que existe um Deus que o ama e cuida de suas necessidades. Tente ver o mundo com os olhos dEle. ​

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